VÂNIA, IRISMAR, GLÁUCIA E ANDRE


Teoria Crítica da Sociedade é uma abordagem teórica que, contrapondo-se à Teoria Tradicional, de tipo cartesiano, busca unir teoria e prática, ou seja, incorporar ao pensamento tradicional dos filósofos uma tensão com o presente. A Teoria Crítica da Sociedade tem um início definido a partir de um ensaio-manifesto, publicado por Max Horkheimer em 1937, intitulado "Teoria Tradicional e Teoria Crítica". Foi utilizada, criticada e superada por diversos pensadores e cientistas sociais, em face de sua própria construção como teoria, que é autocrítica por definição. A Teoria Crítica é comumente associada à Escola de Frankfurt.

Comentários

  1. Raffaela de Maria C. Cerqueira

    A Teoria Crítica se contrapõe à Teoria Tradicional. A diferença é que enquanto a tradicional é "neutra" em seu uso, a crítica busca analisar as condições sociopolíticas e econômicas de sua aplicação, visando à transformação da realidade. Um exemplo de como isso funciona é a análise dos meios de comunicação caracterizados como indústria cultural, que é um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura (filmes, livros, música popular, programas de TV etc.) como mercadorias e como estratégia de controle social.

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  2. Vale ressaltar que esta expressão "Teoria Crítica", nomeia todas as teorias que se pautam pela negação da ordem estabelecida, pelo anti-positivismo, pela busca de uma sociedade mais justa e humana. Um beijo!

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  4. O Instituto para Pesquisa Social (Institut für Sozialforschung), fundado em 1923, em Frankfurt am Main, se trata de organização de pesquisa interdisciplinar (filosofia, ciências humanas/ sociais). Alguns membros são considerados neomarxistas ou marxistas críticos, na medida em que rejeitam o marxismo ortodoxo, de caráter dogmático. Ou seja, não devemos encarar a intelligentsia neomarxista alemã com aquele inevitável engasgo de vômito com que encaramos a intelligentsia latino-americana de inclinação ‘‘esquerdista’’.

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  5. o objetivo central da Escola de Frankfurt foi
    tecer uma crítica ao sistema que se apresentava dominador e a teoria critica elaborada por seus seguidores é o modelo de teoria que, contrapondo-se à Teoria Tradicional, de tipo cartesiano e aristotélico, busca unir teoria e prática, ou seja, incorporar ao pensamento tradicional dos filósofos uma tensão com o presente. A Teoria Crítica é a tentativa de redefinir um conceito de razão mais amplo, tanto
    na dimensão teórica como no plano da prática, de maneira que se possam destruir as barreiras da racionalidade instrumental. Pois essa razão se transformou num poder que define os homens como meros manipuladores de instrumentos e transforma as pessoas em máquinas.

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  6. De cunho "socialista" e "materialista", a Escola de Frankfurt elaborou suas teorias e desenvolveu suas pesquisas à luz das categorias de totalidade e de dialética: a pesquisa social não se desenvolve em pesquisas especializadas e setoriais; a sociedade deve ser pesquisada "como um todo" nas relações que ligam uns aos outros os âmbitos econômicos com os culturais e psicológicos. É aqui que se instaura a ligação entre hegelianismo, marxismo e freudismo, que tipificará a Escola. A teoria crítica pretende fazer emergir as contradições fundamentais da sociedade capitalista e aponta para um desenvolvimento que leve a uma sociedade sem exploração.

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  7. O pensamento intelectual alemão teve uma expressão muito grande entre os séculos XIX e XX e a Escola de Frankfurt é um desses exemplos. Fundada em 1924 por Horkheimer, Adorno, Herbert Marcuse, dentre outros, o Instituto deixou uma significativa contribuição para a ciência social e também para o mundo da cultura em geral.

    O que me chamou muito a atenção nesse assunto é a atualidade dele. Questionando a influência dos meios de comunicação de massa sobre a sociedade, eles analisaram profundamente (para a época) os meios de comunicação, caracterizados como indústria cultural.

    Os meios de comunicação de massa são propriedades de empresas que possuem interesse em obter lucros e manter o sistema econômico que as permitem continuarem lucrando. Portanto, filmes, músicas e novelas não são valorados como bens artísticos ou culturais, e sim como produtos de consumo. Ou seja, eles não contribuem para formar cidadãos críticos, e sim para manter as pessoas alienadas da realidade.

    Uma simples análise midiática da nossa época nos permite constatar que essa situação foi potencializada a níveis estratosféricos, pois não se produz mais cultura, e sim um produto genérico e pasteurizado. Isso é triste, pois oprime manifestações culturais genuínas ao imporem um padrão unificado e homogêneo de cultura.

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  8. Uma teoria crítica, então, não prevê que os agentes na sociedade adotarão e utilizarão a teoria para compreenderem a si mesmo e transformarem sua sociedade; iso é, ela afirma que esses agentes "devem" adotar a teoria crítica e agir de acordo com ela, sendo este "deve" o "deve" da racionalidade.
    Com base nesse pressuposto da racionalidade, os homens tem a possibilidade de se esclarecerem e tornarem-se emancipados. A teoria crítica, ao olhar para si mesma como objeto de reflexão e de auto-referência, assume com isso a possibilidade de fazer com que os homens saiam de um estado inicial de falsa consciência e erro quanto a "existência sem liberdade"; dando a eles as condições para emergir de um estado de coerção auto-imposta decorrente de uma falsa consciência, de uma auto-ilusão.

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  9. Não percebo exatamente dessa forma, Luis Fernando. O que vejo, segundo os Franktuteanos, é que estamos todos inserimos em uma grande complexidade social que, por ela mesma, estabelece tal razão - que você mencionou. Esta, enquanto você encara como dever, eu vejo como circunstancial, ou seja, estamos, de alguma forma, obrigatoriamente sujeitos a ela. Seria então a partir da compreensão dessa razão, que nos compreende, que poderíamos nos emancipar politicamente, atingido a condição de cidadãos críticos e, nesse sentido, livres.

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  10. Os frankfurtianos se preocuparam em investigar a vida social, criando uma teoria crítica. Tendo como ponto de partida a teoria marxista (uma crítica mais que uma simples base de fundamentação) e a teoria de Freud sobre o comportamento humano, entre outros. Enfatizaram a sociedade e seu o consumo, sua apatia diante das imposições ideológicas. Adorno e Horkeimer vão criticar a razão. A noção de razão instrumental tendo a ciência a detentora do poder de controlar a natureza. A ideologia da ciência encontra-se na própria ciência, enquanto dominadora da natureza e da sociedade. Daí o fim da razão crítica, da consciência dos trabalhadores, pois a industria cultural através de mídias de conteúdo inútil homogeinizam o comportamento para anestesiar as pessoas.

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  11. Aluna: Maria Gomes Fernandes


    Podemos entender que a teoria proposta pelos pensadores de Frankfurt pode ser entendida como um alerta à necessidade do esclarecimento da sociedade quanto às ordens instituídas, para tanto propõem uma formação crítica do esclarecimento e de visualização das ações de dominação social, visando não permitir a reprodução constante desta dominação. Neste sentido, a Teoria Crítica visa oferecer um comportamento crítico nos confrontos com a ciência e a cultura, apresentando uma proposta política de reorganização da sociedade, de modo a superar o que eles chamavam de "crise da razão". Eles entendiam que a razão era o elemento de conformidade e de manutenção do status quo, propondo, então, uma reflexão sobre esta racionalidade.

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